Segundo uma entrevista realizada pela PUC-Campinas com o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), Rafael Cervone, aproximadamente 25% das empresas brasileiras relataram perdas financeiras devido a ataques digitais em 2022, sendo a maioria deles envolvendo roubo de dados. Parece uma porcentagem relativamente baixa, mas pode ser um número ainda maior, já que muitos ataques não são reportados oficialmente. Por medo de danos reputacionais ou pela ausência de processos formais de apuração, diversas empresas optam por manter os incidentes em sigilo. A subnotificação é um desafio recorrente no setor, o que reforça a necessidade de conscientização e preparo estratégico das organizações para lidar com ameaças digitais.
Isso nos faz refletir sobre a importância de incorporar profissionais na área de segurança da informação. Afinal, com o advento de diversas ferramentas de IA e o consequente aprimoramento tecnológico, estamos diante de um cenário que exige especialistas que saibam decodificar as façanhas cada vez mais elaboradas deste meio e que estejam alinhados conforme seu desenvolvimento.
Ainda sobre a entrevista, o presidente relata que 46% das empresas brasileiras enfrentaram tentativas bem-sucedidas de ransomware por hackers. Este se refere como um tipo de ataque em que os criminosos bloqueiam o acesso aos dados da vítima e exigem o pagamento de “resgate” usando criptomoedas ou transações não rastreáveis. Ao contrário do que se pensa que o serviço de cibersegurança seja encontrado apenas em empresas do ramo tecnológico, o cargo também pode ser visto em companhias de varejo, comunicação, saúde, educação, etc. Como a internet e as plataformas digitais revolucionaram o modo de trabalho, não é só o setor de tecnologia que está exposto aos seus riscos; todos estão suscetíveis aos ataques.
Logo, a intenção aqui é trazer a relevância de incorporar um profissional de cibersegurança, os perfis mais procurados e as habilidades demandadas deste cargo. Entender seu papel significa se prevenir dos ataques e se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), porque o custo de perder dados valiosos de uma empresa é muito maior do que contratar o serviço de segurança da informação.
Vamos nos aprofundar em detalhes mais abaixo.
Qual é o perfil do profissional de cibersegurança mais procurado?
- Maior especialização: estes profissionais estão cada vez mais especializados em áreas específicas, como análise de dados, inteligência de ameaças, segurança em nuvem e segurança de dispositivos móveis. Habilidades interpessoais como comunicação eficaz e análise de riscos são fundamentais também são fatores cruciais na lista.
- Conhecimento em Tecnologias Emergentes: Além de estar em conformidade com as regulamentações e a LGPD, o profissional de cibersegurança também precisa dominar o crescente uso de IA e automação para fortalecer as defesas cibernéticas em tempo real.
- Abordagem Estratégica e Adaptabilidade: Os ciberataques estão se tornando mais sofisticados, incluindo ataques de ransomware mais eficientes. Com o aumento do trabalho remoto e o uso intensivo de nuvem e dispositivos IoT, o profissional deve adotar uma abordagem centrada na identidade e proteção de dados em qualquer lugar, além de estar preparado para proteger uma gama mais ampla de dispositivos conectados.
Principais Cargos e Áreas de Atuação
Conforme o site Data Center Dynamics, o Brasil terá um déficit de 140 mil profissionais de cibersegurança até 2025. Ou seja, a demanda por profissionais desta área deve se ampliar nos próximos anos. Por isso, confira alguns dos principais cargos em destaque:
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- Analista de Segurança da Informação: monitoramento e resposta a ameaças.
- Engenheiro de Segurança: desenvolvimento de arquiteturas de proteção.
- Consultor de Segurança: avaliação de postura de segurança e identificação de vulnerabilidades.
- Analista de Centro de Operações de Segurança (SOC): monitoramento em tempo real de incidentes.
- Hacker Ético (Pentester): testes de penetração para identificar falhas antes que sejam exploradas.
No geral, essas funções se distribuem em grupos que desempenham diferentes papéis na estratégia de cibersegurança: Red Team, Blue Team e Purple Team. O Red Team simula ataques, agindo como “hackers do bem” que tentam invadir sistemas para encontrar brechas antes que os criminosos reais o façam. O Blue Team é responsável pela defesa: monitora, detecta e responde aos ataques, protegendo os sistemas da empresa. Já o Purple Team atua de forma colaborativa entre os dois, promovendo integração e aprendizado mútuo para fortalecer toda a estrutura de segurança. O mercado encontra mais especialistas do Blue Team, enquanto encara dificuldade para encontrar o Red Team. O Purple Team, assim, é mais escasso ainda.
Juliana Brüggemann, Headhunter do setor de Tecnologia da Fox Human Capital, comenta sobre perspectivas do setor e conclui:
“Tenho acompanhado de perto a ascensão da cibersegurança como tema central nas decisões estratégicas das empresas — um movimento cada vez mais claro nas conversas com CIOs e CTOs. Segurança digital deixou de ser uma preocupação exclusiva da área de TI e passou a ocupar um lugar de destaque na agenda corporativa. Independentemente do setor — varejo, saúde, educação ou indústria — o risco é real e crescente. Do ponto de vista de recrutamento, o grande desafio está na escassez de talentos capazes de atuar nesse novo contexto, que exige muito mais do que competência técnica: é preciso visão de negócio, inteligência emocional e alta capacidade de adaptação. O artigo reforça o que vemos na prática: segurança da informação não é mais um diferencial — é infraestrutura básica. E quem investe agora nas pessoas certas, constrói uma base sólida para enfrentar o futuro com confiança.”
Tendo em vista esse grande movimento em ascensão no setor de Tecnologia, nós, da Fox Human Capital, produzimos o Guia Salarial de Tech 2025, trazendo insights, tendências e uma tabela completa com os salários das posições de destaque no ramo, incluindo as listadas acima.
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