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Novas tecnologias no setor de O&G

Do campo para o laboratório: o impacto da automação na formação dos novos líderes de mineração

Em um mundo gradualmente mais digitalizado e com suas atividades cada vez mais guiadas sob as facilidades tecnológicas – Internet das coisas (IoT), drones, robôs, Inteligência Artificial, Big Data, etc. -, todos os setores econômicos estão percebendo que é hora de se aliar a essas ferramentas. Em mineração, o fenômeno não é diferente: a ligação entre campo e novas tecnologias vem se transformando com a automação e trazendo mudanças que vão desde o ambiente operacional até a formação de lideranças.

Se nos aprofundarmos mais nos benefícios e na utilidade das tecnologias, podemos compreender a sua importância diante do mercado, visto que a automação, além de ser benéfica por si só, apresenta ganhos reais na eficiência e segurança do processo. Indo de ponta a ponta em todas as etapas da mineração – da extração ao destino final -, ela permite operações mais precisas, manutenção preditiva, análise de desempenho e monitoramento em tempo real, reduzindo falhas e custos operacionais.

Segundo um artigo da Revista Foco, um exemplo de aplicação é o uso de IA na mineração de cobre na Mina de Salobo, no Pará, pela Vale. Neste caso, ela foi fundamental para otimizar o ciclo de vida dos equipamentos e prolongar a sua durabilidade. Como resultado, em 2017, essa tecnologia provocou um aumento de 30% na vida útil dos pneus de caminhões fora da estrada em apenas um ano, economizando US$5 milhões.

Diante desse cenário, para produzir impactos reais na produtividade, é fundamental que os novos líderes apresentem as habilidades necessárias para operar e lidar com equipamentos e tecnologias complexas. Além disso, saber conectar as equipes de campo com especialistas de laboratório, promovendo a troca de informações e a implementação de soluções inovadoras permite uma comunicação funcional e uma eficácia operacional coletiva, desenvolvendo talentos multidisciplinares.

No entanto, a capacitação contínua dos novos profissionais da área por meio de programas de treinamento técnico, mentorias e participação em projetos inovadores também são essenciais para prepará-los e adequá-los às exigências do setor. Isso inclui uma postura aberta à inovação, sustentabilidade e à criação de ambientes que continuem favorecendo o aprendizado e a adaptabilidade.

Então, a automação não apenas transforma a mineração, mas redefine as competências esperadas dos líderes na mineração. O futuro exige profissionais com visão sistêmica, habilidades digitais, capacidade de adaptação e compromisso com a inovação e a sustentabilidade. A integração entre prática e tecnologia é, portanto, um diferencial competitivo e a chave para formar as lideranças do setor mineral de amanhã.

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