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Logística e Supply Chain

Os executivos mais disputados de 2025

A última década reescreveu as regras do jogo para as cadeias de suprimentos globais. Longe de serem meros desafios de eficiência operacional, os eventos de grande escala desde pandemias e conflitos geopolíticos até crises econômicas e a recente crise tarifária entre Brasil e Estados Unidos expuseram a fragilidade inerente a modelos de negócio focados exclusivamente na otimização de custos e no conceito de “just-in-time”. A disrupção se tornou a nova norma, e com ela, uma mudança de paradigma fundamental.

A cadeia de suprimentos deixou de ser uma função de retaguarda, confinada ao depósito ou ao departamento de compras, para se consolidar como um pilar estratégico central de competitividade, resiliência e continuidade de negócios. Em 2025, o profissional que lidera essa área não é mais apenas um gestor de logística, mas sim um resolvedor de dilemas complexos, um gestor de riscos e um influenciador direto do board corporativo. Essa transição elevou o executivo de Supply Chain ao patamar de um dos profissionais mais escassos e cobiçados do mercado de trabalho.

A nova realidade do Supply Chain

A nova mentalidade da alta gestão não se limita a buscar a eficiência a qualquer custo, mas a construir resiliência. A resiliência, neste contexto, significa a capacidade de uma cadeia de suprimentos de antecipar, absorver e se adaptar a interrupções inesperadas. Para alcançar esse objetivo, as empresas têm adotado uma estratégia de logística ponta a ponta (end-to-end). Essa abordagem colaborativa e transparente conecta todos os elos da cadeia, desde fornecedores até o cliente final, melhorando a visibilidade e fortalecendo a capacidade de resposta a imprevistos.

A relevância da logística e do Supply Chain se manifesta diretamente no crescimento do PIB. O setor de logística B2B, que engloba transporte, armazenagem e controle de estoque, está intimamente ligado ao desempenho da indústria da transformação, projeta um crescimento de 2% em 2025, segundo dados do IPEA. O desempenho de uma indústria está intrinsecamente ligado à performance de sua logística. O modelo de fabricação just-in-time, a globalização dos mercados e a crescente exigência de entregas mais rápidas impulsionaram uma revolução na logística emergencial e de alta performance. O principal desafio, e agora foco estratégico, é diminuir os lead times de produção.

A evolução do Supply Chain para um papel estratégico fica ainda mais evidente na agenda dos líderes do setor. O debate no Supply Chain Executive Summit 2025 se afastou de temas puramente técnicos para abordar uma visão estratégica e futurista, com debates centrados em dilemas, decisões difíceis e na influência do executivo no board.2 O evento destacou quatro eixos principais de discussão: Tecnologia & Inovação, Sustentabilidade & Governança, Resiliência & Gestão de Riscos, e Gestão de Custos & Talentos. O fato de a resiliência e a gestão de riscos serem temas centrais de um encontro de alto nível reforça que a responsabilidade do executivo de Supply Chain passou a ser a de um gestor de riscos estratégicos, com impacto direto na continuidade e na vantagem competitiva da empresa.

Os cargos mais cobiçados de 2025

A valorização do Supply Chain como uma área estratégica tem uma consequência direta no mercado de trabalho: a demanda por profissionais qualificados é superior à oferta. Headhunters e consultores de mercado consideram esses especialistas “indispensáveis diante do crescimento do e-commerce e da complexidade das cadeias de suprimentos”. Essa lei da escassez impulsiona a remuneração e a busca por perfis de liderança.

As posições de alta gestão estão no epicentro dessa disputa. Cargos como Diretor de Supply Chain, Vice-Presidente de Supply Chain e Chief Supply Chain Officer (CSCO) são os mais procurados. A importância dessas posições é ilustrada pela lista TOP 50 Executivos de Destaque em Supply Chain de 2025, que reconhece os líderes responsáveis por transformações significativas em suas empresas. A lista inclui executivos em posições de liderança de Supply Chain em empresas de grande porte e de diversos setores. Essa diversidade de setores demonstra que a demanda por essa liderança é universal e crucial para o sucesso de companhias em todas as indústrias, desde bens de consumo e automotivo até saúde e energia.

Além dos cargos de topo, a busca por talentos também se expande para posições estratégicas de nível gerencial e especialistas com competências híbridas. A Supply Chain Magazine pontua que, o mercado tem observado uma crescente procura por posições de middle management, como supervisor de logística, responsável de operações e comprador sênior.

Já para os líderes brasileiros da área, segundo um evento da nstech, o foco é o aumento da produtividade, apontado como a principal “dor” por 94% dos executivos. Dentro desse tema, a busca por visibilidade da frota (84%) e a redução do tempo de carga e descarga (83%) são as prioridades absolutas para otimizar o uso de ativos. As habilidades que definem o líder do futuro se alinham diretamente com os quatro eixos temáticos do Supply Chain Executive Summit.

Para endereçar esses desafios, a indústria está investindo massivamente em tecnologia, assim como mostramos em nosso artigo “Inteligência Artificial na Indústria: como preparar engenheiros e líderes para a nova revolução”. A aposta é no aprimoramento da Inteligência Artificial (IA), da Internet das Coisas (IoT) e do Blockchain para desenvolver a “logística preditiva”.  

A capacidade de liderar a transformação digital é uma competência não negociável. O executivo precisa entender como tecnologias disruptivas como a IA e a IoT podem ser aplicadas para otimizar processos, prever problemas e criar vantagem competitiva. O papel do líder não é ser um técnico, mas um “tradutor” que compreende o potencial dessas ferramentas e as aplica para resolver as principais dores do negócio, como a visibilidade da frota e a otimização de ativos.

O foco na otimização de malhas de abastecimento e roteirização continua sendo fundamental. No entanto, a gestão de talentos emergiu como um pilar igualmente estratégico. Em um mercado com escassez de perfis qualificados, a capacidade de atrair, desenvolver e reter os melhores profissionais se tornou uma vantagem competitiva. Empresas que se adaptam às exigências dos candidatos, oferecendo planos de progressão de carreira, benefícios competitivos e uma forte cultura empresarial, terão uma vantagem na batalha por talentos.

A demanda por esses perfis estratégicos e híbridos é grande. A batalha por talentos de elite em Supply Chain e Logística é real, e as empresas que desejam se manter à frente da concorrência precisam de um parceiro estratégico que entenda essa nova dinâmica. É neste cenário que a Fox Human Capital se posiciona como a ponte ideal entre as companhias que buscam líderes excepcionais e os profissionais de alto calibre que estão moldando o futuro da cadeia de suprimentos.

Ao conectar o talento certo com a oportunidade estratégica, é possível transformar a cadeia de suprimentos de uma fonte de risco em um motor de crescimento e inovação. A busca por esses líderes é, na verdade, a busca por uma vantagem competitiva duradoura em um mundo cada vez mais imprevisível.

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